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Archive for Fevereiro, 2010

Carta a uma centola desavogosa

Fevereiro 25, 2010 4 comentários

Cara desavogosa Rosa Diez de Espanha:

Nom sou precisamente um fã seu, nem siquer gosto de olhar para sua face de centola desnutrida quando sae na televisom mas, estoutro día sim olhei para vosté  «o trato de vosté é por ser maior, nom por que vosté mereça esse trato» numa entrevista para um canal espanhol de tv.

Nessa entrevista vosté ussa a palavra «gallego» com senso agravoso para se referir ao presidente do Governo da Espanha, textualmente diz: «Poderia ser galego, no senso mais pejorativo do termo». Bom, essa frase nom faria senso algúm se o dicionario da Real Academia da sua língua estiver escrito por pessoas no canto de esta-lo por nécoras rancias. No entanto, eu comprendo que a sua cabeça de centola enraivada nom desse para mais e, tenha de ussar definiçons escritas por nécoras. Peço desculpas às centolas e às nécoras por agravo comparativo.

Também há outra cousa que lhe queria dizer, as botas de Búfulo Bill que ussa, lhe quedam como o freio a um porco e, além de nom lhe fazer jogo com a face de crustáceo,  jamais se viu uma centola com botas camponesas. Me despeço de vosté pois já ocupou um bom bocado do meu tempo, nom sem antes dizer-lhe, esqueça a existença dum País chamado Galiza.

Saudçons

Agora vejamos a centola em acçom!

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Trailer do documentário “Entre Línguas”

Fevereiro 24, 2010 1 comentário

Trago para meu blogue um artigo dos companheiros de Galizalivre, os quais tiverem a deferência de me permitir pôr o artigo íntegro junto com o video da sua produçom.

Redacçom / “Entre Línguas” é um filme de João Aveledo, Eduardo Maragoto e Vanessa Vila-Verde, cujo trailer de apresentaçom podes ver aqui. Gravado em territórios que estám administrativamente entre Espanha e Portugal (Calabor, Almedilha, Xalma, Alcântara, Olivença), o documentário amostra como as falas portuguesas em contacto com o espanhol pouco a pouco se vam tornando um “castrapo galego”, com o mesmo tipo de castelhanismos que aparecem na Galiza.

Sinopse do filme

O caso do ‘galego de Cáceres’ tornou-se conhecido na Galiza há quase duas décadas. Porém, ao longo da fronteira com Portugal, desde a Província de Samora até a de Badajoz, existem outros quatro territórios que, por diferentes vicissitudes históricas, possuem actualmente soberania espanhola e conservam uns dialectos muito semelhantes ao galego.

Afinal, o que é o galego? Será que a língua portuguesa, em contacto com o castelhano sobreposto através de séculos pode dar origem a outros galego? No transcurso deste documentário, os vizinhos destas quase sempre pequenas vilas contam-nos como vivem a sua mais forte peculariedade e conversam sobre os motivos para continuarem a falar como ainda falam e cantam, ou todo o contrário.

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E falam de liberdade

Fevereiro 23, 2010 1 comentário

A intitulaçom deste post pertence a um artigo  da Concha Rousia publicado no jornal galego Vieiros. A seguer colo o cabeçalho do artigo para vos fazer uma idéia deste fantástico texto. Nom tem desperdiço.

Roubaram a nossa história para enchê-la de mentiras onde eles poderem aparecer como heróis. Modificaram a cinzel nas pedras sacras os nomes dos nossos reis galegos para fazê-los passar por reis de Castela..

Preme aqui para ler: E falam de liberdade

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Galiza profunda e Galiza superficial

Fevereiro 22, 2010 4 comentários

Nom poucas vezes temos escutado isso de «é da Galiza profunda», dito a melhoria das vezes por gentes nom galegas, pricipalmente gentes da Espanha.

O facto de uma pessoa ser de um lugar da Galiza, lugar, aldeia…, isso já marca uma diferença a respeito das pessoas que viverem  numa cidade ou vila. Por sua vez, muitas das pessoas que vivem nas cidadas ou vilas elas vinherom da má chamada «galiza profunda».
Bom, até nom há muito tempo eu nom reparara nesta questom e, o facto de eu ouvir isso, nom me indicava nada, simplestemente a minha cabeça passava-o por alto. Mas, uma vez que eu reparei digem para mim, ah! eu sou da Galiza essa das fonduras!!.

Agora vamos com a Galiza superficial, se supom que som as gentes das grandes cidades e vilas, mas esta acepçom jamais tenho ouvido a ninguém, se uma pessoa é de Vigo ou d’A Corunha, nom se lhe diz «é da Galiza superficial» somente é uma pessoa de Vigo ou d’A Corunha
Ou seja, as cousas só vam num só sentido, ser duma Galiza é raro, ser da outra é normal. A todo isto, há mais um detalhe a sublinhar, quando um turista da Espanha vem à Galiza, ele, curiosamente, sempre vem na procura do «turismo rural» , ou seja, a galiza das fonduras.

Conclusom, A Galiza é toda uma, nom há diferença entre a gente duma cidade e a gente dum lugar ou aldeia, somente para os olhos das pessoas alheias a Galiza há essa diferença. Entom, nom existe tal Galiza profunda nem Galiza superficial, só existe uma naçom chamada GALIZA, com suas comarcas, freguesias, cidades, vilas, aldeias e lugares.

Saudaçons

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Temporal na ilha da Madeira

Fevereiro 21, 2010 Deixe o seu comentário

Existem já 32 mortos confirmados no temporal que assola a Madeira desde as primeiras horas deste Sábado. No Funchal as duas principais ribeiras saíram fora dos leitos, na Ribeira Brava a população fugiu da baixa da vila.

O governo regional anunciou, ao fim da tarde deste Sábado, que há, confirmados, 32 mortos provocados pelo temporal na Madeira. Fontes hospitalares dizem que existem, para já, 63 feridos, dois dos quais em estado grave [...]

Fonte: Diárioliberdade

Ilha da Madeira

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O Reino G

Fevereiro 18, 2010 2 comentários

Há cousas que podem excitar a um: o sexo, um premio , uma boa nova, etc. Mas, o feito de achar um reino novo em 2010, é algo que vai muito mais lá da excitaçom.

Segundo uma «enciclopédia» da Espanha existe um reino chamado de G. na Península Ibérica. Nom se sabe muito  bem como é que apareceu este reino assim de socate, mas, certo é que este reino G debeu existir em algures. Este feito pode trazer graves consequências hitóricas, como é que encaixamos este reino agora?, em que parte da península ubicamos este achamento?.

As perguntas podem ser muitas é muito variadas, haverá que revisar toda a historiografia desde nom se sabe quando até os dias de hoje, teremos de aderir uma cheia de estatuas, todo quanto estudamos nas escolas nom serve, possivelmente mudem nomes de sitios, e até é possível sermos de uma outra nacionalidade sem nós sabe-lo. Bom, todos estes interrogantes nom tenhem uma soluçom sinjela, entom para nom cansar ao pessoal com tanta pergunta e tanta incognita, passo a pôr a ligaçom da mencionada «enciclopédia» onde afirma sem lugar a dúvidas a existência de tal reino.

Nom é que eu goste muito de pôr a ligaçom «pela minha banda nom receberá mais uma visita», no entanto, para  vós poder comprovar a veracidade de tal cousa, lá vai.

Preme aquí Reino G

Saudaçons.

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Política linguistica vs Língua política

Fevereiro 12, 2010 Deixe o seu comentário

É curioso como mudam as cousas com somente mudar a orde das palavras.

A día de hoje na Galiza a questom línguistica está em todos os jornais, sejam dixitais ou em papel, está nas conversas da taverna, foros, radio-tv e num senfim de meios. Todo o mundo quer opinar e defender posturas.

Porém, vamos pôr a cada quem em seu sitio, os da «Língua Política», geralmente gente da direita intimamente ligada  ao imperio espanhol que nom quer  perder comba em Madri nem na Galiza. Esta raça mestiça com esse ar de grandeza e bons jeitos, imparcialidade, ficar bem como todo o mundo «como nom», mas afinal,  meteron-nós  num folklore de línguas e enquisas que a gente já nom sabe se tem que estudar galego, inglês, sueco, flamengo ou em morse.

Pelo outro lado temos os que fazem «Política Linguista», geralmente gente nacionalista historicamente comprometida com a cultura do país. No entanto, quando em seu momento tiverom a tigela pelo cabo e podiam dar um pulo importante, ficaram um bocadinho curtos a hora de amarrar bem a questom linguistica para nom ter agora aos da «língua política» a desfazer o feito.

Afinal as cousas ficam como estavam, nom sabemos o que nas escolas se vai estudar, mas tanto uns como os outros seguiram a se dar paus e o povo galego segue a falar a sua língua ainda que à hora de estuda-la na escolas tenham de pessar estas cousas. Chagará um día que a língua nom estia em mãos dos políticos e dos interesados eleitoralmente, entom, é possível que esse día haja algo a celebrar.

Imagem Mádia Leva!

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